domingo, 30 de março de 2014

Modelo de Intervenção pedagógica:Fragmentos do estudo da Diversidade:acessibilidade como foco

Olá leitores!

Hoje tenho como proposta tornar público um modelo de intervenção na área da Diversidade.
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Considera-se que toda proposta deve possuir base de intervenção passível de realização.

Este modelo de proposta refere-se  a uma abordagem de sondagem de intervenção dentro de um contexto escolar.

Segue passos de execução:

Planejamento

Escolha uma escola para a intervenção e faça a sondagem e problematize uma ação.

1)título - Deve caracterizar o tema da proposta , articulado a projetos da escola

2)Objetivos- Deverá conter o que irão adquirir ou aprender com a intervenção

3)Participantes - Citar todos os envolvidos

4) Desenvolvimento - Detalhe os procedimentos, recursos necessários, inclusive o tempo.

5) Resultados esperados

Buscando atender estes requisitos, cito um modelo de intervenção


 



UNESP- NEAD

PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO ESPECIAL- DEFICIÊNCIA VISUAL

Disciplina Diversidade e Cultura Inclusiva

Proposta de Intervenção

Simone de Araujo Barbosa

1.Título:

 Diversidade em fragmentos: Intervenção  educacional  enfocando a Acessibilidade.

 

2. Objetivos:

·         Possibilitar melhor a exploração dos espaços escolares atendendo o Art. 59. Que transcrevo:

“Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação:  (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)           

 I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos para atender às suas necessidades;”.

·         Ampliar a percepção da diversidade humana;

·         Tornar acessível os recursos de inclusão a toda comunidade escolar.

3. Participantes / local

Local: E.E.( nome da escola completa).

Rua , nº , bairro, Cidade, Estado, País.
 

Participantes

1- Diretora;

2- aluno deficiência visual.

3-aluno deficiente físico (cadeirante).

4- aluna com deficiência auditiva.

5-aluno deficiente físico (cadeirante)

6- Grêmio escolar.

7- Comunidade escolar.

8- Pais / responsáveis.

9- Cuidadores dos deficientes físicos (dois).

10- Entrevista com a professora especialista em Deficiência visual.

11- Participação voluntária dos professores das salas em que ministram aulas.

 

4- Desenvolvimento

Pelo convívio junto  a EE. e percebendo que se pode  ampliar os recursos de acessibilidade  e mobilidade dos alunos com necessidades especiais, faz necessário aproximar dos mesmos e verificar seus desejos de melhoria  quanto ao tema, dentro dos espaços escolares e concomitante verificar junto a direção os recursos financeiros disponíveis para estas intervenções.

Etapas
 
·         Comunicação junto a Direção quanto à intervenção da proposta de intervenção.

 

·         Solicitar a planta da escola para construção da maquete plana – ampliação da planta da escola;

 

·         Realização de entrevista de todos os envolvidos para diagnosticar as expectativas que cada um tem sobre melhoria de acessibilidade no interior da escola.

 

·         Comunicação aos pais e responsáveis sobre a entrevista a ser realizada;

Leitura bibliográfica sobre a área de estudo em foco;
Consulta a sites e instituições que forneçam os recursos necessários para melhoria de acessibilidade e mobilidade.
 

Recursos necessários:

·         Planta escolar

·         tela de pintura à óleo de 60 cm por 50 cm para elaboração da maquete em miniatura.

·         Papel sulfite para elaboração das entrevistas;

·         Computador em braille para digitalização do material da entrevista;

·         Contato com empresas, instituições que vendam as placas de identificação ( salas, banheiros) feitos em braille, sinal em libras e  placas de acessibilidade ao cadeirante. 

·         Palestra à comunidade informando sobre as intervenções e a necessidade de conservação e valorização a diversidade humana. 

·          Incentivo ao Grêmio Estudantil para criação de blog sobre o tema.

 
Cronograma

Leitura bibliográfica: três semanas

Elaboração de questionário: 1 dia

Entrevistas: três semanas

Análise da entrevista: uma semana

Elaboração da maquete: uma semana

Contato com instituições para verificação de preços de placas de acessibilidade: duas semanas.

Palestra sobre o tema: 10 minutos por sala.

Manutenção das placas ao longo de todo o período letivo e em anos futuros.

  

Resultados esperados 

·         Pretende com esta proposta de intervenção aproximar dos alunos com necessidades especiais partindo do  mapeamento da planta da escola, reconhecendo pontos que seja possível de intervenção para ampliar a mobilidade e acessibilidade nos espaços escolares. 

·         Fazer uma maquete plana pequena em relevo para que o jovem - Deficiente Visual possa perceber a escola como um todo e a partir daí possa colaborar para facilitar sua forma de andar com autonomia no interior da escola. 

·         Tornar os símbolos, indicações de acessibilidade como símbolos naturais dentro do convívio dos espaços escolares permitindo que todos os envolvidos possam reconhecer os símbolos e possam divulgar para toda comunidade -  entorno da escola a necessidade de desenvolver estratégias de adaptações para que todos sem exceções possam usufruir dos espaços com desenvoltura e segurança.

 

Referências bibliográficas:

 

BRASIL. Presidência da República, Casa Civil. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em:

 

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da Republica Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.
 

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Parecer CEB n. 4/98. Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental. Brasília, DF: MEC/CNE, 1998b.
 

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: introdução aos parâmetros curriculares nacionais. Brasília, DF: MEC/SEF, 1998.


São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Currículo do Estado de São Paulo: Ciências da Natureza e suas tecnologias /  Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; coordenação de área,   Luis Carlos de Menezes. – 1. ed. atual. – São Paulo: SE, 2011.152 p.
 

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais. Adaptações Curriculares. Estratégias para a Educação de Alunos com Necessidades Educacionais Especiais / Secretaria de Educação Fundamental. Secretaria de Educação Especial. Brasília: MEC/ SEF/SEESP, 1999. 62p.
 

UNESP- SECAD-UAB. MARANHE, Elisandra André. Direitos Humanos: a diversidade humana no contexto educacional. Texto  complementar, fornecido em pdf, adaptado do capítulo; MORAES, S.S.M.; MARANHE, E.A. Conhecendo o curso. In: Educação a distância na diversidade. Coleção, 2009.p.27-40.

 

CARDOSO, Clodoaldo Meneguello. Fundamentos para uma Educação na Diversidade. Texto disponível por reprodução virtual. Plataforma Edutec , apresentado em pdf, ano de  2014.

 

RODRIGUES, Olga M.P. R.; CAPELLINI, Vera Lúcia M. F.; SANTOS, Danielle A. N. Fundamentos históricos e conceituais da Educação Especial e Inclusiva: reflexões para o cotidiano escolar no contexto da diversidade. Texto disponível por reprodução virtual, arquivo em pdf. Plataforma Edutec, 2014.
 
Observações:
  •  todo texto deve ser de acordo com as normas de digitação em pesquisa- ABNT.
  • Caso goste do modelo procure adaptar este modelo atendendo  as necessidades reais de cada educando e contexto educacional.
Finalização em 30 de março de 2014

 
 

 

domingo, 23 de março de 2014

Sugestões de blogs


Olá leitores!

Introdução
Este espaço dedico a todos que querem ampliar o estudo na área de recursos pedagógicos.
Percebe que há uma preocupação por diferentes profissionais.
Referindo ao tema diversidade, convido a vocês a observarem estes blogs, todos abordam temas específicos em linguagens próprias, personalizadas.

Links sugeridos:


 

Blog recomendado por conter links que remetem a outros sites que abordam a área de Deficiência Visual que a autora como como título “Sites muito legais” datado em 19 de junho de 2012.

 


Este blog traz ideias de materiais que estimula a iniciação a leitura e escrita. Traz um link  de vídeo que disponibilizo a vocês.
http://www.youtube.com/watch?v=geQl2cZxR7Q

Este vídeo é muito legal.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Fundamentos sobre Diversidade

Introdução
À medida que aprofundamos a leitura sobre diversidade, faz necessário fundamentações.
O texto que irei fundamentar o termo refere-se ao texto "Fundamentos para uma Educação na Diversidade" de Clodoaldo Meneguello Cardoso, Doutor em Educação.
Introduzo este texto por ser referência de estudo na área.

Público: O público  que destino esta postagem são todas as pessoas que querem aprofundar suas reflexões na área.

Ao iniciar a leitura, encontrei nos primeiros parágrafos uma observação que acredito ser importante e o transcrevo na integra " Quando eu era pequeno, morava em uma casa pequena, de uma cidade muito pequena. Meu mundo era pequeno e eu estava feliz e tranquilo, pois ele se parecia muito comigo. O mundo tinha meu jeito de ser. Meus colegas gostavam das mesmas brincadeiras que eu: caçar passarinho.... ". Assim ele continua descrevendo sobre sua infância, como algo previsível e descreve sobre o horário do trem, as estações do ano. "O que fugia da normalidade era o mal: as brigas dos adultos, a farra dos bêbados e até o carnaval...cruz credo!".

O fato de transcrever este trecho é fundamental pois digo que estou na fase do estudo em Deficiência Visual no Jardim de Infância.
Descrevo que esta fase de minha infância foi muito boa, vivenciei dentro de um parque com direito até de uma casinha de boneca.
O que não gostava era o horário de dormir. Esta ora era horrível. Tinha de ficar com a cabeça para baixo apoiada na carteira. A professora sempre chamava minha atenção e dizia .." Abaixe a cabeça..".

Agora vou buscar as fundamentações:
Quando criança a comunicação que se instala é de uma comunicação basicamente informal, com orientações voltado a valores que permeiam ao nosso cotidiano.

Ao entrar na escola, amplia a comunicação e o número de pessoas em nosso entorno. Há sempre uma comparação entre nossas ações e a ação de nossos colegas.

Talvez seja difícil para uma criança se colocar no lugar do outro. Visto se esta criança vier de um lar onde foi muito bajulada e pouco questionada sobre as suas atitudes, ela irá imaginar que aquilo que faça é sempre o certo.
Agora imagina esta criança dentro de uma grande escola, ter de seguir regras, horários... para algumas seria um pesadelo ter de dividir espaço, opiniões, deixar de fazer algo.

Aprofundando mais um pouco
Como vocês observaram o que digitei trata de histórias pessoais de fácil compreensão já que fomos um dia crianças, adolescentes.

A medida que aprofundamos o estudo, os referências de estudo também se aprofundam. Faço uma comparação. Podemos nadar na superfície ou buscar o fundo da piscina e se ousarmos podemos querer conhecer o fundo do oceano.

Assim que compreendo o estudo sobre a diversidade. Digo que prefiro a superfície: jardim de infância onde as atividades são concretas, as brigas são amenas, resolvidas ali mesmo.

Quando buscamos debater sobre uma fundamentação a luz da Educação, significa que precisamos ter um respaldo científico e este percurso é complexo.
O texto que descrevo faz muitas indagações e faz o leitor refletir em contextos históricos, filosóficos, sociológicos e que provoca pensarmos nas estruturas de comunicação entre as diferentes pessoas principalmente inseridas em laços de trabalho e identidade ao longo da história.

Dentre os questionamentos cito alguns elencados pelo texto:

Será que realmente deve-se respeitar toda e qualquer diversidade cultural?
Tudo é válido?
É possível cada um viver na sua, num mundo estreitado pela globalização?
Qual o limite da tolerância?

Convido vocês a interagirem sobre estes temas pois o tema gira em algo mais profundo que acredito ser o estudo e reflexão sobre valores.
Questiono a necessidade de pensarmos sobre nossos valores, sobre os aspectos ideológicos que estamos inseridos, sobre o conceito de dogmas, preferências, grau motivacional.
O que é relacionamento natural e formação de conceitos.
Até breve.
A natureza impõe desligar o computador: chuva.
21/03/2014.







segunda-feira, 17 de março de 2014

A diversidade em debate



Diversidade
 
Falar em Diversidade faz lembrarmos em algo maior que os nossos olhos, ou mesmo nossos sentidos que não conseguimos ao todo  alcançar.
 
Esta descrição que faço não visa necessariamente contemplar ao todo um conceito. Busca sim, encontrar um novo sentido para algo tão complexo dentro dos parâmetros em estudo.
 
Assim apresento a você leitor e leitora neste momento algumas ideias que possuo sobre este tema . Foi descrito por mim com a finalidade de ser um texto de opinião e é bem recente.
 
 
Título: Diversidade e cultura inclusiva: ações que podem ser contempladas no cotidiano escolar

Por Simone de Araujo Barbosa

      Diversidade remete a abertura no ato de pensar e refletir sobre um dado conceito ou opinião, analisados dentro de contextos, histórico - cultural considerando: valor  pessoal , valores do outro, condições físicas e psicológicas dos envolvidos.

     Cultura inclusiva faz parte de uma inovação dentro das políticas públicas. Refere-se a aceitação das diferenças individuais atendendo à diversidade de princípios culturais, dentre eles valores familiares e vivência anterior.  

       No âmbito da comunicação pressupõe um desenvolvimento e maturação psíquica e afetiva voltada à compreensão e ao aprofundamento mútuo cognitivo.

     A comunicação é possível no contexto escolar,  visto que os princípios são inerentes a cultura inclusiva. Cita- se os documentos (LDB, Parâmetros Curriculares) que descrevem a necessidade de adaptarem o currículo atendendo as necessidades inerentes a cada educando. Assim, ao planejar a aula faz necessário conhecer a motivação do educando pelo conteúdo, os valores depositados, sua vivência e os recursos físicos e pedagógicos adequados para que a aprendizagem possa se realizar.
 Considerando estes fatores de acessibilidade despojados de preconceitos a comunicação tornará clara garantindo a comunicação entre os interlocutores e a diversidade cultural irá expandir.

                                                                                                             Em, 13/03/2014.
 
 
      Espero que esta iniciação possa auxiliar a reflexão sobre o tema. Sei que cada palavra possui diferentes significados em diferentes contextos, faixa etária, formação etc.
      Proponho a você a ir criando novas ideias e caminhos e que possamos construir degraus em diferentes prismas, formatos.
Em, 18 de março de 2014.