domingo, 29 de novembro de 2015

A Ponte de Westminster - Audiodescrição: a descrição no olhar do outro

Audiodescrição
                                 Áudio Descrição


Falar em Audiodescrição ou mesmo em Áudio Descrição é fácil o som parece o mesmo; a opção pela escrita remete a conceitos históricos e legais.
Fica aqui o carinho pela fontes de estudos já realizados: MAE ( USP - São Paulo)e Instituto Benjamin Constant ( IBC - Rio de Janeiro).

Ofereço aqui a descrição de uma obra de arte, realizada  durante o Curso de Extensão no MAE, ano de 2015.


Data da edição 01/11/2015 e atualizada em 25/08/2018.

Curso: Audiodescrição em museus e espaços culturais: acessibilidade para visitantes com deficiência visual e outros públicos.
MAE - USP
Professora Doutora: Viviane Panelli Sarraf

Audiodescrição
Autora: Simone de Araujo Barbosa

18/06/2015.


Do lado esquerdo, parte superior, encontra uma pequena  imagem da obra de arte - Título: “A Ponte de Westminster”.



Início da Descrição

Óleo sobre tela de 1906. Obra de André Derain, pintura característica do movimento fauvismo em que os elementos da natureza são apresentados em cores vivas, contrastantes e não realistas.
Descrição geral: A obra retrata a paisagem de carros sobre uma ponte suspensa vista em perspectiva curvilínea cercada por árvores altas. Ao fundo prédios, sol com pequena nuvem à esquerda.
Detalhes - Parte inferior é representada pela largura da ponte com piso verde que se curva verticalmente à esquerda cerca de dois terço do tamanho da tela.
  À medida que os carros se aproximam da parte inferior, a maioria azuis com detalhes em preto, tornam- se mais nítidos seguindo as normas de perspectiva.
 As árvores são representadas por linhas finas na cor laranja com alguns traços finos azuis. As copas possuem uma leve inclinação para o lado esquerdo como estivesse acompanhando a curvatura da ponte.
Do lado esquerdo da ponte, sugere rio, na cor amarelo com pinceladas curtas e isoladas na cor azul e verde claro. Neste ambiente há alguns objetos na cor azul, sugere barcos.
À esquerda, parte superior, terminada a curvatura da ponte, há uma linha do horizonte demarcada em toda extensão por estruturas de prédios de vários tamanhos na cor azul. Logo atrás, há uma luminosidade forte em amarelo, sugere sol, ao se aproximar observa vários tons de azuis e laranja na composição do céu. Do lado esquerdo há uma nuvem pequena com predominância da cor rosa.

Dados complementares:
A tela está exposta no museu d’Orsay (Paris, França),o artista se expressa por meio da cor intensa que define a forma.
Até o momento não tem registro do tamanho da tela original.
Audiodescrição realizada em 11/06/2015  - termino em 18/06/2015.

Agradecimentos: A professora Viviane, convidados, colegas do curso em especial Edgard e amigos da escola: Márcia, Andrea e Felipe.

Referências:
 Livro - Matisse e os fovistas, Coleção Arte, editora globo.


Publicação online em 01/11/2015.

Sugestão de links e bibliografia em Deficiência Visual

Olá colegas segue relação de links, bibliografias que considero importantes  na área de estudos considerando a Deficiência Visual. Contribuíram de  forma significativa para a realização de minha Pós-Graduação na área.


Segue lista:

ARCHELA, Rosely Sampaio e Hervé Théry, « Orientação metodológica para construção e leitura de mapas temáticos »,  Confins [Online], 3 | 2008, posto online em 23 juin 2008. URL :
 http:// confins.revues.org/index3483.html

As cores das flores.  Vídeo. Disponível em:

Acesso em: 28 ago.2015. Diálogo das crianças sobre as cores numa experiência escolar.

BARBOSA. Simone de Araujo. BLOG. >- Como Imaginar.- Transcrição. Disponível em:
<http://olharesemdegrau.blogspot.com.br/  ? Edição em 01/11/2015.

BRASIL, Ministério da Educação. Diretrizes nacionais para a educação especial na educação básica/ Secretaria de Educação Especial- MEC; SEESP; 2001. 79 p. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/diretrizes.pdf >. Acesso em: 12 set.2015 p. 9.

CALDAS. Luís e CHAVES. Ricardo. Vídeo: CRIANÇA VÊ, CRIANÇA FAZ NO TRÂNSITO TAMBÉM! Vamos ajudar a construir um futuro melhor!  MinisterioJovemIbb. Tempo 4 minutos e 25 segundos. Disponível em < https://www.youtube.com/watch?v=ddLJaRA_NDo > Acesso em 15 out. 2015.


Declaração Universal dos Direitos humanos. Artigo XXVI e XXVII. Disponível em: <http://portal.mj.gov.br/sedh/ct/legis_intern/ddh_bib_inter_universal.htm> Acesso em: 07 set.2014.

INCLUSIVE, Inclusão na sala de aula. Vídeo. Apresentação Prof. Eder Pires de Camargo. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=xa_QZcV0NOI >. Publicado e ido ao ar em 26 de out de 2014. Acesso em: 06 set.2015.

PEDROSA, Israel. Da Cor à Cor Inexistente. 10ª. ed. 2. Reimpr.  Rio de Janeiro: Nacional, 2013. 256 p. Senac. ISBN 978-85- 7458-267-2.

FERRARISolange S. Utuari. [et al.] . Por toda Parte. V. único. 1ª ed. São Paulo FTD, 2013. 213 p. ISBN 978-85-322-8586-7 (livro do professor).
 

TOQUINHO E VINICIUS. Aquarela. Música . Disponível em:< http://www.vagalume.com.br/toquinho/aquarela-original.html > Acesso em 15 out. 2015.

UOL. Jovem de 15 anos cria aparelho que ajuda cegos a identificarem cores. Vídeo. Acesso em: Do UOL em São Paulo. Matéria 31 jul.2014. Disponível em:


VÁSQUEZ. Maria Esther. Jorge Luis Borges. Esplendor e derrota. Uma biografia. ed. record. Rio de Janeiro, 1999 p. 20. Relata a perda gradativa da visão.

VERINE. Bertrand. Não podemos ver, não devemos tocar: quais as repercussões dessa máxima no discurso das pessoas cegas. Em Pauta: Revista Benjamin Constant. II COLÓQUIO VER E NÃO VER. MEC. Ministério da Educação. v. 19 edição especial outubro 2013. Rio de Janeiro. Texto sobre o imaginário.

Vermelho como o céu. Vídeo. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=yvd9R30hNqk >.  Acesso em 28 ago.2015.

VIVEROS, Edval Rodrigues. CAMARGO, Eder Pires. Revista Góndola.  Deficiência Visual e Educação Científica: orientação didáticas com um aporte na neurociência cognitiva e teoria dos campos conceituais. V. nº 2 dez. 2011,Pp 25-50 ISSN 2145-4981.

WAGGONER. Dr. Terrace L.  PseudoIsochromatic Plate (PIP) Color Vision Test 24 Plate Edition. Disponível em:  <     http://colorvisiontesting.com/ishihara.htm#fourth%20test%20plate  > . Acesso em: 16 out. 2015.






Fim
Data de Postagem 29/11/2015. 18:25.

domingo, 1 de novembro de 2015

Como Imaginar? ( reproduz de texto)


Edição 01/11/2015. 
09:48. Horário de Brasilia.

Olá!
Trago para vocês a apreciação de uma leitura, ouvida e apresentada num evento ocorrido no Rio de Janeiro.
Considero esta leitura uma fonte rica por despertar o imaginário. Boas reflexões.
Ela é simplesmente linda ...e compartilho com vocês.

Observação: O título inicia com Como imaginar?

Como imaginar?
Como imaginar um mundo pintado de preto/
Quando as canções mais doces que falam de esperança/ Nos falam de um mundo azul, de um mundo florido/ Como imaginar um mundo sem cores?/ Artista sem talento, pintaste em tua tela,/ Um céu sem horizonte, uma noite sem estrelas,/ Uma manhã sem sol, um quintal sem verduras,/ Artista sem talento, tua paleta é obscura!/ poeta sem genialidade, esmaecidas são tuas palavras,/ Tão pobres teus cenários e teus pássaros tão nus/ Tão pálidas são tuas rosas e doentias tuas plantas,/ Poeta sem genialidade, tua pena é transparente!/ Universo sem relevo, sem lua e sem aurora/ Universo de trevas, tu te assemelhas à morte,/ Teus homens sem rosto desaparecidos na noite/ Fantasmas do medo se dissipam sem ruído./ Criador sem piedade, teu mundo é sem imagens,/  Criador atordoado, viraste a página/ E fechaste o grande livro ao cair da noite,/ Como imaginar teu mundo pintado de preto? (La Canne Blanche, n. 156, out. 2006).

Dados:
Leitura  realizada  Bertrand Verine, Artigo Não podemos ver, não devemos tocar: quais as repercussões dessa máxima no discurso das pessoas cegas? Item 1.1. Do não ver ao não sentir.

Referência
VERINE. Bertrand. Não podemos ver, não devemos tocar: quais as repercussões dessa máxima no discurso das pessoas cegas. Em Pauta: Revista Benjamin Constant. II COLÓQUIO VER E NÃO VER. MEC. Ministério da Educação. v. 19 edição especial outubro 2013. Rio de Janeiro. Texto sobre o imaginário. 


Descrição de uma obra de arte por Audiodescrição: " A Ponte de Westminister"



Imagem  da obra de arte " A Ponte de Westminister" acervo pessoal -
 retirada do site wahooart citado abaixo


Edição em 01/11/2015.

Audiodescrição
                               Áudio Descrição.

Ouvir rápido é quase imperceptível o som. Ao escrever ficamos em dúvida quanto a grafia. Remete a conceitos introjetados durante a formação.

Considero esta audiodescrição como um trabalho inacabado, sempre passível de complemento e faço o convite para que sempre faça uma descrição de imagens que encontrar.

Contextualizando
Esta descrição representa  distorções das cores apresentada pela natureza. Em outro momento, vou pintá-la buscando reproduzir os traços realizados pelo pintor e acredito que possa ser admirado por todos.

Em respeito a formação que tive contemplado por estas duas abordagens; segue minha elaboração.




Curso: Audiodescrição em museus e espaços culturais: acessibilidade para visitantes com deficiência visual e outros públicos.
MAE - USP
Professora Doutora: Viviane Panelli Sarraf

Audiodescrição
Autora: Simone de Araujo Barbosa

18/06/2015.


Canto esquerdo -  imagem da obra de arte - Título: “A Ponte de Westminster”.


Óleo sobre tela de 1906. Obra de André Derain, pintura característica do movimento fauvismo em que os elementos da natureza são apresentados em cores vivas, contrastantes e não realistas.
Descrição geral: A obra retrata a paisagem de carros sobre uma ponte suspensa vista em perspectiva curvilínea cercada por árvores altas. Ao fundo prédios, sol com pequena nuvem à esquerda.
Detalhes - Parte inferior é representada pela largura da ponte com piso verde que se curva verticalmente à esquerda cerca de dois terço do tamanho da tela.
  À medida que os carros se aproximam da parte inferior, a maioria azuis com detalhes em preto, tornam- se mais nítidos seguindo as normas de perspectiva.
 As árvores são representadas por linhas finas na cor laranja com alguns traços finos azuis. As copas possuem uma leve inclinação para o lado esquerdo como estivesse acompanhando a curvatura da ponte.
Do lado esquerdo da ponte, sugere rio, na cor amarelo com pinceladas curtas e isoladas na cor azul e verde claro. Neste ambiente há alguns objetos na cor azul, sugere barcos.
À esquerda, parte superior, terminada a curvatura da ponte, há uma linha do horizonte demarcada em toda extensão por estruturas de prédios de vários tamanhos na cor azul. Logo atrás, há uma luminosidade forte em amarelo, sugere sol, ao se aproximar observa vários tons de azuis e laranja na composição do céu. Do lado esquerdo há uma nuvem pequena com predominância da cor rosa.

Dados complementares:
A tela está exposta no museu d’Orsay (Paris, França),o artista se expressa por meio da cor intensa que define a forma.
Até o momento não tem registro do tamanho da tela original.
Audiodescrição realizada em 11/06/2015  - termino em 18/06/2015.

Agradecimentos: A professora Viviane, convidados, colegas do curso em especial Edgard e amigos da escola: Márcia, Andrea e Felipe.

Referências:
 Livro - Matisse e os fovistas, Coleção Arte, editora globo.


Observação: A obra não foi encontrada mais neste site . Acesso em 01/11/2015.



Publicação em 01/11/2015.