Hoje tenho como proposta tornar público um modelo de intervenção na área da Diversidade.
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Considera-se que toda proposta deve possuir base de intervenção passível de realização.
Este modelo de proposta refere-se a uma abordagem de sondagem de intervenção dentro de um contexto escolar.
Segue passos de execução:
Planejamento
Escolha uma escola para a intervenção e faça a sondagem e problematize uma ação.
1)título - Deve caracterizar o tema da proposta , articulado a projetos da escola
2)Objetivos- Deverá conter o que irão adquirir ou aprender com a intervenção
3)Participantes - Citar todos os envolvidos
4) Desenvolvimento - Detalhe os procedimentos, recursos necessários, inclusive o tempo.
5) Resultados esperados
Buscando atender estes requisitos, cito um modelo de intervenção
UNESP-
NEAD
PÓS-GRADUAÇÃO
EM EDUCAÇÃO ESPECIAL- DEFICIÊNCIA VISUAL
Disciplina
Diversidade e Cultura Inclusiva
Proposta
de Intervenção
Simone de Araujo
Barbosa
1.Título:
Diversidade em
fragmentos: Intervenção educacional enfocando a Acessibilidade.
2. Objetivos:
·
Possibilitar
melhor a exploração dos espaços escolares atendendo o Art. 59. Que
transcrevo:
“Os sistemas de
ensino assegurarão aos educandos com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação: (Redação dada pela
Lei nº 12.796, de 2013)
I - currículos, métodos, técnicas, recursos
educativos e organização específicos para atender às suas necessidades;”.
·
Ampliar a percepção da diversidade humana;
·
Tornar acessível os recursos de inclusão a
toda comunidade escolar.
3. Participantes / local
Local: E.E.( nome da escola completa).
Rua , nº , bairro, Cidade, Estado, País.
Participantes
1- Diretora;
2- aluno deficiência visual.
3-aluno deficiente físico (cadeirante).
4- aluna com deficiência auditiva.
5-aluno deficiente físico (cadeirante)
6- Grêmio escolar.
7- Comunidade escolar.
8- Pais / responsáveis.
9- Cuidadores dos deficientes físicos (dois).
10- Entrevista com a professora especialista em
Deficiência visual.
11- Participação voluntária dos professores das salas em
que ministram aulas.
4- Desenvolvimento
Pelo convívio junto a EE. e percebendo que se pode
ampliar os recursos de acessibilidade
e mobilidade dos alunos com necessidades especiais, faz necessário
aproximar dos mesmos e verificar seus desejos de melhoria quanto ao tema, dentro dos espaços escolares e
concomitante verificar junto a direção os recursos financeiros disponíveis para
estas intervenções.
Etapas
·
Comunicação junto a Direção quanto à
intervenção da proposta de intervenção.
·
Solicitar a planta da escola para construção
da maquete plana – ampliação da planta da escola;
·
Realização de entrevista de todos os
envolvidos para diagnosticar as expectativas que cada um tem sobre melhoria de
acessibilidade no interior da escola.
·
Comunicação aos pais e responsáveis sobre a
entrevista a ser realizada;
Leitura bibliográfica sobre a área de estudo
em foco;
Consulta a sites e instituições que forneçam os recursos necessários para melhoria de acessibilidade e mobilidade.
Recursos
necessários:
·
Planta escolar
·
tela de pintura à óleo de 60 cm por 50 cm
para elaboração da maquete em miniatura.
·
Papel sulfite para elaboração das
entrevistas;
·
Computador em braille para digitalização do
material da entrevista;
·
Contato com empresas, instituições que vendam
as placas de identificação ( salas, banheiros) feitos em braille, sinal em
libras e placas de acessibilidade ao
cadeirante.
·
Palestra à comunidade informando sobre as
intervenções e a necessidade de conservação e valorização a diversidade humana.
·
Incentivo ao Grêmio Estudantil para criação de
blog sobre o tema.
Cronograma
Leitura bibliográfica: três semanas
Elaboração de questionário: 1 dia
Entrevistas: três semanas
Análise da entrevista: uma semana
Elaboração da maquete: uma semana
Contato com instituições para verificação de
preços de placas de acessibilidade: duas semanas.
Palestra sobre o tema: 10 minutos por sala.
Manutenção das placas ao longo de todo o
período letivo e em anos futuros.
Resultados esperados
·
Pretende com esta proposta de intervenção
aproximar dos alunos com necessidades especiais partindo do mapeamento
da planta da escola, reconhecendo pontos que seja possível de intervenção para
ampliar a mobilidade e acessibilidade nos espaços escolares.
·
Fazer uma maquete plana pequena em relevo
para que o jovem - Deficiente Visual possa perceber a escola como um todo e a partir daí
possa colaborar para facilitar sua forma de andar com autonomia no interior da
escola.
·
Tornar os símbolos, indicações de
acessibilidade como símbolos naturais dentro do convívio dos espaços escolares
permitindo que todos os envolvidos possam reconhecer os símbolos e possam
divulgar para toda comunidade - entorno da escola a necessidade de desenvolver estratégias de adaptações para que todos sem exceções possam usufruir dos espaços com desenvoltura e segurança.
Referências
bibliográficas:
BRASIL.
Presidência da República, Casa Civil. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em:
BRASIL.
Constituição (1988). Constituição da
Republica Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.
BRASIL.
Ministério da Educação e do Desporto. Conselho Nacional de Educação. Câmara de
Educação Básica. Parecer CEB n. 4/98. Diretrizes
Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental. Brasília, DF: MEC/CNE,
1998b.
BRASIL.
Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais terceiro e
quarto ciclos do ensino fundamental: introdução aos parâmetros curriculares
nacionais. Brasília, DF: MEC/SEF, 1998.
São
Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Currículo
do Estado de São Paulo: Ciências da Natureza e suas tecnologias / Secretaria da Educação; coordenação geral,
Maria Inês Fini; coordenação de área,
Luis Carlos de Menezes. – 1. ed. atual. – São Paulo: SE, 2011.152 p.
BRASIL.
Secretaria de Educação Fundamental.
Parâmetros Curriculares Nacionais. Adaptações Curriculares. Estratégias para a
Educação de Alunos com Necessidades Educacionais Especiais / Secretaria de
Educação Fundamental. Secretaria de Educação Especial. Brasília: MEC/
SEF/SEESP, 1999. 62p.
UNESP-
SECAD-UAB. MARANHE, Elisandra André. Direitos
Humanos: a diversidade humana no contexto educacional. Texto complementar, fornecido em pdf,
adaptado do capítulo; MORAES, S.S.M.; MARANHE, E.A. Conhecendo o curso. In:
Educação a distância na diversidade. Coleção, 2009.p.27-40.
CARDOSO,
Clodoaldo Meneguello. Fundamentos para
uma Educação na Diversidade. Texto disponível por reprodução virtual.
Plataforma Edutec , apresentado em pdf, ano de 2014.
RODRIGUES,
Olga M.P. R.; CAPELLINI, Vera Lúcia M. F.; SANTOS, Danielle A. N. Fundamentos históricos e conceituais da
Educação Especial e Inclusiva: reflexões para o cotidiano escolar no contexto
da diversidade. Texto disponível por reprodução virtual, arquivo em pdf. Plataforma Edutec,
2014.
Observações:
- todo texto deve ser de acordo com as normas de digitação em pesquisa- ABNT.
- Caso goste do modelo procure adaptar este modelo atendendo as necessidades reais de cada educando e contexto educacional.
Finalização em 30 de março de 2014
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