domingo, 1 de novembro de 2015

Como Imaginar? ( reproduz de texto)


Edição 01/11/2015. 
09:48. Horário de Brasilia.

Olá!
Trago para vocês a apreciação de uma leitura, ouvida e apresentada num evento ocorrido no Rio de Janeiro.
Considero esta leitura uma fonte rica por despertar o imaginário. Boas reflexões.
Ela é simplesmente linda ...e compartilho com vocês.

Observação: O título inicia com Como imaginar?

Como imaginar?
Como imaginar um mundo pintado de preto/
Quando as canções mais doces que falam de esperança/ Nos falam de um mundo azul, de um mundo florido/ Como imaginar um mundo sem cores?/ Artista sem talento, pintaste em tua tela,/ Um céu sem horizonte, uma noite sem estrelas,/ Uma manhã sem sol, um quintal sem verduras,/ Artista sem talento, tua paleta é obscura!/ poeta sem genialidade, esmaecidas são tuas palavras,/ Tão pobres teus cenários e teus pássaros tão nus/ Tão pálidas são tuas rosas e doentias tuas plantas,/ Poeta sem genialidade, tua pena é transparente!/ Universo sem relevo, sem lua e sem aurora/ Universo de trevas, tu te assemelhas à morte,/ Teus homens sem rosto desaparecidos na noite/ Fantasmas do medo se dissipam sem ruído./ Criador sem piedade, teu mundo é sem imagens,/  Criador atordoado, viraste a página/ E fechaste o grande livro ao cair da noite,/ Como imaginar teu mundo pintado de preto? (La Canne Blanche, n. 156, out. 2006).

Dados:
Leitura  realizada  Bertrand Verine, Artigo Não podemos ver, não devemos tocar: quais as repercussões dessa máxima no discurso das pessoas cegas? Item 1.1. Do não ver ao não sentir.

Referência
VERINE. Bertrand. Não podemos ver, não devemos tocar: quais as repercussões dessa máxima no discurso das pessoas cegas. Em Pauta: Revista Benjamin Constant. II COLÓQUIO VER E NÃO VER. MEC. Ministério da Educação. v. 19 edição especial outubro 2013. Rio de Janeiro. Texto sobre o imaginário. 


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