Edição 01/11/2015.
09:48. Horário de Brasilia.
Olá!
Trago para vocês a apreciação de uma leitura, ouvida e apresentada num evento ocorrido no Rio de Janeiro.
Considero esta leitura uma fonte rica por despertar o imaginário. Boas reflexões.
Ela é simplesmente linda ...e compartilho com vocês.
Observação: O título inicia com Como imaginar?
Como
imaginar?
Como
imaginar um mundo pintado de preto/
Quando
as canções mais doces que falam de esperança/ Nos falam de um mundo azul, de um
mundo florido/ Como imaginar um mundo sem cores?/ Artista sem talento, pintaste
em tua tela,/ Um céu sem horizonte, uma noite sem estrelas,/ Uma manhã sem sol,
um quintal sem verduras,/ Artista sem talento, tua paleta é obscura!/ poeta sem
genialidade, esmaecidas são tuas palavras,/ Tão pobres teus cenários e teus
pássaros tão nus/ Tão pálidas são tuas rosas e doentias tuas plantas,/ Poeta
sem genialidade, tua pena é transparente!/ Universo sem relevo, sem lua e sem
aurora/ Universo de trevas, tu te assemelhas à morte,/ Teus homens sem rosto
desaparecidos na noite/ Fantasmas do medo se dissipam sem ruído./ Criador sem
piedade, teu mundo é sem imagens,/
Criador atordoado, viraste a página/ E fechaste o grande livro ao cair
da noite,/ Como imaginar teu mundo pintado de preto? (La Canne Blanche, n. 156,
out. 2006).
Dados:
Leitura realizada Bertrand Verine, Artigo Não podemos
ver, não devemos tocar: quais as repercussões dessa máxima no discurso das
pessoas cegas? Item 1.1. Do não ver ao não sentir.
Referência
VERINE.
Bertrand. Não
podemos ver, não devemos tocar: quais as repercussões dessa máxima no discurso
das pessoas cegas. Em Pauta: Revista Benjamin Constant. II COLÓQUIO VER E
NÃO VER. MEC. Ministério da Educação. v. 19 edição especial outubro 2013. Rio
de Janeiro. Texto sobre o imaginário.
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