domingo, 28 de fevereiro de 2016

Boa tarde ! Hoje vou publicar a apresentação de meu trabalho: Apropriação do Estudo das cores `a variação da acuidade visual: análise da casos.
Curso de Especialização - UNESP - Universidade Estadual Paulista " Júlio de Mesquita Filho"
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APROPRIAÇÃO DO ESTUDO DAS CORES À VARIAÇÃO DA ACUIDADE VISUAL: ANÁLISE DE CASOS







Simone de Araujo Barbosa









Sorocaba - SP

2015

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APROPRIAÇÃO DO ESTUDO DAS CORES À VARIAÇÃO DA ACUIDADE VISUAL: ANÁLISE DE CASOS[1]:

                                                                                                  Simone de Araujo Barbosa[2]
Cláudio Silvério da Silva [3]



Este artigo refere à apresentação de recortes de experiências de pesquisa elaborada durante a Formação Acadêmica em Pós- Graduação UNESP – NEAD – REDEFOR- Educação Especial e Inclusiva, área - Deficiência Visual ano de 2015. Tem como intuito a descrição de percurso contextualizado no campo teórico e de prática pedagógica. Visa potencializar a investigação no campo de estudo da significação das cores sob a influência da perspectiva de variação da acuidade visual. Partiu de uma indagação de como o conteúdo cor está sendo apropriado e valorado na formação educacional na atualidade.  Pela perspectiva do senso comum, em rodas de conversa, é natural ouvir que à descrição das cores não importam às pessoas cegas, visto que não enxergam. Alguns professores dizem que não ensinam e que estudantes pedem para ‘pular’ o item. Diante desta problematização e considerando serem significativos avanços nesta área, foram adotados diferentes estratégias para conduzir a pesquisa. Dentre os recursos, cita-se: leitura literária, formação em cursos paralelos, estudo de caso, aplicação de questionário, entrevistas, observações. Constatou – se, dentre outros dados pela pesquisa de campo, o Pré-Teste, que num total de 07 participantes, 05 não tinham lembranças de ter recebido orientações acadêmicas que contribuíssem para os conhecimentos do tema em foco.

Palavras-chave: Estudo das cores no campo educacional.  Interpretação das cores pela variação da acuidade visual.  Motivação para o estudo das cores na perspectiva da Educação Inclusiva. Deficiência Visual e estudo das Cores.

1.  INTRODUÇÃO
 A cor, por seu efeito luminoso, desperta curiosidade desde a infância. Familiares e educadores ensinam às crianças que o sol é amarelo, a folha é verde, a lua é branca, o mar é azul esverdeado quando as águas são límpidas; e a cor acinzentada do céu é indicador de chuva eminente.


[1] Pesquisa desenvolvida para o curso de Especialização em Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), Núcleo de Educação a Distância (NEaD), como exigência parcial para a obtenção do título de Especialista em Educação Inclusiva - Área Deficiência Visual.
[2] Professora licenciada em Psicologia com sede à Escola Estadual Dr. Arthur Cyrillo Freire, da Diretoria de Ensino de Sorocaba, formação em Psicologia, Pedagogia, Pós – Graduação em Psicopedagogia e Educação Inclusiva.
[3] Orientador da Pesquisa e Mestre em Ciências da Motricidade – Unesp - Campus de Rio Claro/SP.

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O presente artigo, contextualizado no paradigma educacional da Educação Inclusiva, teve como inspiração a exploração do estudo da cor enquanto conteúdo pedagógico significativo de aprofundamentos na educação básica brasileira. A hipótese que norteia a análise é investigar se a variação do campo visual interfere de forma significativa no interesse aos estudos e que forma a educação acadêmica influencia neste aprendizado, já que pelo senso comum há relatos de que não é importante ensinamentos sobre as cores às pessoas em situação de cegueira e que estudantes cegos pedem para pular este item.
Preocupou-se em selecionar estudos na área em que a cor fosse produto utilitário na formação de esquemas imagéticos e na comunicação simbólica.
 Na educação priorizou os documentos da Rede Pública do Estado de São Paulo, dentre eles cita-se a Matriz Curricular com possibilidade de ampliação literária no item referências sobre pesquisas na área de cartografia e práticas educativas.
 Na área médica, citam - se as pesquisas realizadas por Martín e Bueno (2003) e os trabalhos elaborados pela ONCE - Organización Nacional de Ciegos Españoles, Fundação Espanhola, fundada em 1938, cujos fundamentos teóricos abordam a necessidade de se conhecer a funcionalidade visual e anomalias que afetam a retina, dentre elas a acromatopsia, anomalia congênita que se caracteriza pela cegueira total ou parcial às cores, objetivando formas de tratamento e auxílios ópticos. Nesta perspectiva, esta pesquisa veio questionar se o fato do público-alvo, constituído por pessoas cegas e não cegas interferem na formação dos conceitos e na motivação pela assimilação, apropriação, apreensão da aprendizagem associada a cores.
        
 Justificativa

O interesse em abordar o estudo da cor enquanto conteúdo pedagógico a ser aprofundado para estudantes cegos e não cegos traz em seu bojo os seguintes argumentos:
1.      O estudo cor é conteúdo pedagógico da Proposta Curricular do Estado de São Paulo concentrados os estudos nas disciplinas de Arte, Física (3ª série do Ensino Médio) e Ciências do ensino fundamental (6ª série, 8ª série ou 9º ano) e Geografia (6ª série).
2.      Não se constitui como elemento avaliativo no documento Matriz de Referência para a Avaliação na área de Arte.
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1.      Há escassos estudos relacionando a recursos na área da tecnologia assistiva, associado ao estudo da cor no âmbito educacional para estudantes com deficiência visual.
   
1. Objetivos

          1.1. Objetivo geral
Verificar se os perfis das pessoas associados à variação de acuidade visual, visão normal, baixa visão e cegueira, influenciam de forma significativa no interesse ao aprofundamento do estudo sobre a cor e de que forma os ensinamentos recebidos na escola influenciam nas aquisições destes conhecimentos.

1.2.  Objetivos específicos
· Verificar pelo resultado do questionário, Pré-teste, se as pessoas da amostragem, considerando seus perfis, conseguem fazer associações entre dois estímulos: associando a cor a um objeto.

· Verificar por métodos estatísticos os índices de frequência em que estímulos cores foram associados e valorados pelos grupos de pessoas: cegas e não cegas.

· Verificar as origens dos aprendizados reconhecidas pelo público sobre o tema cor, e se estas aprendizagens contribuem para interpretar fenômenos naturais, ou mesmo, sejam utilizados como signo na área de comunicação e nas relações sociais.

· Apresentar o questionário, Pré-Teste, como estratégia de recurso na área pedagógica tendo a função de sondagem diagnóstica no campo do conhecimento da aprendizagem sobre a cor.

2        REVISÃO LITERÁRIA

As fundamentações estão contidas nos princípios teóricos educacionais vigentes no Brasil,        dentre eles a LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o documento Currículo do Estado de São Paulo, Decretos e em pesquisas de valor educacionais pertinentes

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a formação de professores dentre elas as desenvolvidas na área médica na Espanha e orientação de leitura em mapas utilizando a cor.

2.1. Educação Inclusiva: contexto histórico      
O reconhecimento da necessidade de construção de uma escola inclusiva está no Plano Nacional de Educação – PNE, Lei nº 10.172/2001.
O termo Educação Inclusiva, foi utilizado em 2003, no Programa Educação Inclusiva: direito à Diversidade, construído pelo Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Especial visando que as escolas brasileiras se tornassem inclusivas, democráticas e de qualidade, com fundamentação filosófica em pressupostos do direito humano, tendo sido referido.
 Em 2008 foi entregue ao Ministro da Educação o documento Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, visando constituir políticas públicas promotora de uma educação de qualidade para todos. Reforça a concepção do paradigma educacional de direitos humanos, conjuga igualdade e diferença como valores indissociáveis, e que avança em relação à ideia de equidade formal ao contextualizar as circunstâncias históricas da produção da exclusão dentro e fora da escola.
No documento Matriz de referência para a avaliação Saresp (2009) estes paradigmas são consolidados na missão escolar, entendida como um lugar e um tempo em que as competências fundamentais ao conhecimento humano são aprendidas e valorizadas. Essas competências expressam a função emancipadora da escola, ao assumir que dominar competências é uma forma de garantir que houve aprendizagem efetiva dos alunos.

            2.2. Deficiência / Acessibilidade e Barreiras / Desenho universal
A definição de Deficiência / Acessibilidade e Barreiras / Desenho universal estão definidos no Decreto nº 5.296(02 dez.2004). O termo Deficiência Visual, como cegueira, é a qual que a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; na baixa visão, a acuidade visual está entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60o; ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores.
Acessibilidade, artigo 8o, capítulo III, item 01, é definida como condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e

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equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida.

 Barreira: destaca a classificação item d: barreiras nas comunicações e informações. Definida como qualquer entrave ou obstáculo que dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos dispositivos, meios ou sistemas de comunicação, sejam ou não de massa, bem como aqueles que dificultem ou impossibilitem o acesso à informação.
Considerando educandos com comprometimento visual, ressalta a importância da transposição das barreiras comunicacionais e informativas e para tanto, prioriza o atendimento da acessibilidade atendendo o conceito de desenho universal. Definido, no decreto 5296 item IX, artigo 70, item 03, como concepção de espaços, artefatos e produtos que visam atender simultaneamente todas as pessoas, com diferentes características antropométricas e sensoriais, de forma autônoma, segura e confortável, constituindo-se nos elementos ou soluções que compõem a acessibilidade. (BRASIL, 2004).

2.3. Currículo do Estado de São Paulo
Maria Inês Fini, coordenadora geral, do documento Saresp- Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do estado de São Paulo (2009, p.11) relata que o Currículo foi construído com base em cinco princípios estruturais: currículo é cultura; currículo referido a competências; currículo que tem como prioridade a competência leitora e escritora; currículo que articula as competências para aprender; currículo contextualizado no mundo do trabalho.
 Em estudo ao documento Currículo do Estado de São Paulo, verificou-se que somente a partir do ano de 2012 que o ensino de Arte para a 3ª série do Ensino Médio constou na matriz curricular em atendimento ao disposto na Resolução SE nº 81, de 16/12/2011, priorizando os conhecimentos associados às profissões contemporâneas do campo da arte com interfaces em tecnologias digitais, no território de processo de criação e forma-conteúdo. Não sendo, ainda, incorporado no documento Matrizes de Referência para a Avaliação. Dentre as disciplinas que se encontra no documento Matriz de Referência para a Avaliação (BRASIL, 2009) destacam aqui:
·         Ciências, 6ª série, grupo1, ‘H 7’ , espera-se que os estudantes estabeleçam analogia entre o funcionamento de uma câmera escura e o do olho humano.
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·         Ciências, 8ª série, tema 6, Ciência e tecnologia: características e aplicações das radiações;  inserida no documento Matriz de Referência em H5 –  espera – se  que o estudante tenha a competência de reconhecer a luz visível como forma de radiação eletromagnética, a luz branca do sol como mistura de várias cores e os fenômenos  de formação de cores a partir das cores primárias (p. 101).
·         Geografia, 6ª série, espera-se que o estudante em tema 1- A Paisagem e suas manifestações tenha a competência, H 03, de identificar a partir de iconografias, diferentes formas de desigualdade social impressas na paisagem.
·         No Ensino Médio, 3ª série na área de Física, espera-se, Tema 4- Som, imagem e comunicação, competência H 26, a capacidade de descrever, por meio de linguagem discursiva ou gráfica, fenômenos e equipamentos que envolvem a propagação da luz e formação das imagens.

2.4.  Papel do Professor e uso dos recursos pedagógicos.
O documento Matrizes de referência para avaliação: documento básico- Saresp (2009) compõe um dos documentos de referência para uso do professor. Propõe a articulação do currículo com a avaliação visando levantar dados qualitativos e quantitativos da aprendizagem da formação dos educandos. Os conteúdos e as competências (formas de racionar e tomar decisões) correspondem, assim, às diferentes habilidades a serem consideradas nas respostas às diferentes questões ou tarefas das provas.
Considera os recursos pedagógicos, meios que facilitam a acessibilidade e compõe uma estratégia que nortear o trabalho dos professores e a elaboração Regimentos e Projeto Politico Pedagógicos. Com ênfase na acessibilidade, atualmente a escola pode usufruir dos serviços da tecnologia assistiva. Definida por Manzini e Albuquerque, adaptação do Decreto 5.296/2004, como uma área do conhecimento de característica interdisciplinar. Englobam produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços visando autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social. Para aprofundamento, no item referências, encontra - se links de instrumento de identificador de cores; links de construção de maquetes, material de audiodescrição, entre outros serviços que despertam e sensibilizam a percepção multissensorial.

2.5. Cor - recortes conceituais: Literatura realizada na área médica
Hernández e Plaza (2004) em La deficiência visual afirmam que existem diferentes testes para determinar a discriminação das cores, servindo de diagnóstico diferencial na
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determinação dos tipos de patologias, dentre eles, o teste “Isihara”, usado na Espanha, é composto por pontos soltos de diferentes cores dispostos de forma que o paciente possa confundir algumas cores quando desprovido de visão normal; há também o “Teste de contraste” que valoriza a sensibilidade ao contraste, medida subjetiva da habilidade do paciente para detectar a presença de mínimas diferenças à questão de iluminação dos objetos conduzindo a uma avaliação qualitativa.

2.6. Desenvolvimento Infantil / Funcionalidade visual
Estudos desenvolvidos na Espanha pelo Instituto de Tecnologías Educativas -          (ITE), em Desarrollo general, afirma que o crescimento e desenvolvimento das crianças com ‘discapacidad visual’, termo definido por englobar qualquer tipo de patologia visual grave, cegueira total e deficiência visual, em seus distintos graus e perda visual, é parecido com os das crianças que enxergam, passam por mesmos estágios, ainda que com um ritmo de progressão diferente.
 A ‘discapacidad’ impõe algumas diferenças que podem afetar o desenvolvimento cognitivo e emocional. Cita os casos de cegueira, módulo 3, em características de la visión que a pessoa não pode conhecer sem a visão, que não podem tocar: fogo, nuvem, o sol, um pássaro voando; neste caso, o conhecimento dos objetos é parcial.

2.6.1. Funcionalidade visual
Trabalho desenvolvido por Martín e Bueno (2003, p. 23) ao citar estudos de May e Allen (1979) define a visão como a função do olho, do sistema visual e por razões metodológicas, subdivide-se em: sentido da forma, sentido cromático e luminoso. Discorrerem o assunto, cap. II Visão Subnormal, na abordagem Afecções oculares, consideram ser este item, objeto de especial interesse de conhecimento, como “claros auxiliares para avaliar programas de tratamento e determinar os meios técnicos e outros elementos compensatórios à disposição da pessoa com grave déficit visual”. Recomenda a necessidade de tratamento pedagógico precoce, a inclusão no currículo de técnicas e estratégias específicas, tais como estimulação visual, estimulação multissensorial, a utilização dos auxiliares para a baixa visão como método de ampliação da imagem e uso dos avanços tecnológicos. No mesmo livro, cap. III, Diagnóstico e Avaliação do Funcionamento Visual, descrito por Ruiz; Molina; Bueno e Lara explicitam que o funcionamento visual, considerado como, o maior ou menor, capacidade da criança de usar seu resíduo de visão na realização de tarefas cotidianas, está “diretamente relacionado às características físicas e mentais do indivíduo; aos fatores ambientais com os quais atua cotidianamente e à motivação que apresenta para realizar tarefas visuais”; é um comportamento aprendido. “[...] quanto mais experiências visuais uma criança tiver, mais condutos cerebrais serão estimulados, o que dará lugar a uma maior acumulação de imagens visuais variadas e de recordações”. (BARRAGA, 1986). No capítulo IV, Nuria Rodríguez Mena descreve em Principais Fatores Determinantes no Desenvolvimento do Funcionamento Visual que o organismo começa a desenvolver com uma reação inata, entretanto, são muitos os fatores que incidem sobre o seu desenvolvimento posterior; entre eles: a perfeita integridade dos mecanismos visuais e cerebrais implicados no processo de percepção visual; a adequada e progressiva maturação de todos os órgãos afetados; a interação com o inseparável binômio: experiência – aprendizagem. (MARTÍN; BUENO, 2003, cap. IV p.68).

2.6. 2. Área escolar
No contexto escolar, a obra Educación Inclusiva, Discapacidad Visual (2003?) faz menção da importância de se criar programas de estimulação visual às pessoas que possuem deficiência visual, em parceria com a família, observando a idade do surgimento da deficiência.
Estudos por Stern, Meltzoff y Borton (1979) citados no mesmo documento pelo ITE, descrevem que é mediante a percepção que obtemos informações do entorno. Isto ocorre por meio de sensações, emoções, atenção, integração sensorial e funcional, memória, processamento da informação, entre outros. A percepção não só capta o estímulo, organiza de forma inteligente. Pessoas com ‘discapacidad’ visual, os estímulos sensoriais não visuais são mais significativos e sua percepção se organiza de forma diferente, para que a informação seja mais útil. Para que a aprendizagem ocorra, ela necessita aproveitar o máximo da informação que recebe. (p. 11).  Aos 14 anos espera-se que durante o processo de aprendizagem, “a aprendizagem seja similar para todos os alunos, com ‘discapacidad visual’ ou não, sempre e quando tem sido devidamente estimulados”. (p.12 - módulo3).

2.7. Experiência do uso da cor no espaço educacional
Pesquisa realizada por Barros, A Cor no Processo Criativo: um estudo sobre a Bahaus e a teoria de Goethe (2011) ao citar os trabalhos de Johannes Itten (1888- 1967), professor do ensino elementar, descreve que os ensinamentos das cores oferecido na época eram de natureza física inserida pelos conhecimentos de Newton, onda de luz, tendo como objetivo que os ensinamentos às crianças libertassem a criatividade e a subjetividade. Os exercícios práticos de desenhos livres eram observados desde aquela época por seus traçados e associados a traços da personalidade.
Na atualidade, observa uma preocupação por parte de alguns autores em proporcionar o estudo da cor em diferentes formatos. Destaca o trabalho de Cottin e Faría (2013) com a obra: Livro Negro das Cores, escrito em Braille. As cores são retratadas de forma que a aprendizagem se desenvolva com vínculo afetivo.
 Em vídeo destacam - se filmes abordando diferentes estratégias envolvendo a aprendizagem sobre as cores, podendo ser acessado por links oferecido no final do artigo.

2.7.1 Formação Acadêmica
 Destacam – se:
- A tese de doutorado de Fiori (2008): Mapas para o turismo e a interatividade: proposta teórica e prática com fundamentos essencialmente na cartografia temática. Abordou o uso das representações pictóricas e da visão oblíqua em mapas direcionados a turistas e leigos em cartografia. Evoca conotações visuais, afetivas e emotivas utilizando a pictografia e os símbolos de informação pública.
- Estudos realizados por Miotto; Almeida e Arruda, em: Prática de ensino em geografia no contexto do Curso de Qualificação de Professores na Área da Deficiência Visual relata sobre à confecção de mapas táteis no Instituto Benjamin Constant- IBC,  setor DPME- Divisão de Pesquisa e Produção de Material Especializado, descrevem que a produção dos recursos didáticos tem padronização própria, isto é,  o material é desenvolvido a partir de convenções específicas do grupo que o produz,  considerando as questões: para quem fazer, o que fazer e como fazer que direcionam a execução dos trabalhos e, posteriormente, sua utilização.
 Em Rambauske, pesquisadora na área sobre Teoria da Cor, livro online, Decoração e Design de interiores - Teoria da Cor descreve a cor como um fenômeno primordial, onipresente.  Está em toda parte, interessa a todos e que o homem inicia a conquista da cor, ao iniciar a própria conquista da condição humana.  Vermelho e preto são cores que simbolizavam a vida e a morte. Foram utilizadas pela primeira vez pelo homem de Neanderthal como enfeites de tumbas e descreve: “As cores tinham caráter simbólico e mágico”. (200 -, p. 6 de 139).
Em Archella e Hervé Théry (2008) sistematizam os conceitos fundamentais do processo cartográfico que devem ser observados na construção de mapas úteis. Inclui o significado de signo (símbolo) é constituído pela relação de um significante (ouvir falar de algo como, por exemplo, papel) o objeto referente (esse papel) e o significado (ideia de papel formada na mente do locutor). Esclarece que no exemplo de um mapa do uso das terras, o signo constituído pelo significante “cor laranja” tem o significado de cultura permanente. Dessa forma os signos são construídos basicamente, com a variação visual da forma, tamanho, orientação, cor, valor e granulação para representar fenômenos qualitativos, ordenados nos modos de implantação pontual, linear ou zonal. (p.3).

3. PERCURSO INVESTIGATIVO
3.1. Universo da pesquisa
A pesquisa foi desenvolvida em duas partes concomitante: teórica e pesquisa de campo aplicada. Ambas exploraram o tema cor considerando sua aplicabilidade no campo da Educação Inclusiva.
O Pré-teste, pesquisa de campo aplicada foi por amostragem, num total de 07 pessoas atendendo as características específicas de estudo, englobando cego e não cegos.
A pesquisa teórica concentrou - se por estudo oferecido durante a formação e em vivências em situação de aprendizagens em cursos de extensão realizados em três instituições: 1- UNESP, participação no Seminário Internacional sobre Produtos Assistivos, dia 10 de abril de 2014. ; 2- MAE- Museu de Arqueologia e Etnologia- USP cidade de São Paulo, participação no Curso de Extensão Universitária na modalidade de Difusão: “Audiodescrição em Museus e Espaços Culturais: acessibilidade para visitantes com deficiência visual e outros públicos”, 08 julho de 2015.e 3 - IBC- Instituto Benjamin Constant na cidade do Rio de Janeiro pela participação em 03 Oficinas entre os dias 28, 29 e 30 de setembro: Oficina de Ciências Naturais, Oficina de Matemática e Oficina de Geografia  e participação do Curso  Introdução à Áudio Descrição – Turma II, de 04 a 08 de agosto de 2014. Destaca aqui, características comuns nestas vivências o compartilhamento de experiências com públicos diversos pertencentes a diferentes cidades brasileiras que contribuíram para consolidar os fundamentos na área.
Pesquisa de campo Aplicada: foi realizada por amostragem, utilizando duas metodologias: a de observação em sala de aula e pesquisa de campo aplicada utilizando o questionário: Pré-Teste. Dando ênfase neste artigo a aplicação do Pré-Teste.
O público-alvo do Pré-Teste foram pessoas cegas e não cegas pertencentes ao grupo de estudantes e ex-estudantes da Educação Básica, residentes em Sorocaba e cidade vizinha; faixa etária adolescente à fase adulta, pesquisas estas vinculadas ao Programa Redefor Educação Especial e Inclusiva intitulada “Rede de educação inclusiva: Formação de Professores nos âmbitos de Pesquisa, Ensino e Extensão”, aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE), da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), UNESP, campus de Presidente Prudente, SP, sob o nº 26341614.3.0000.5402, cujo parecer nº 173.558 é datado de 07 de dezembro de 2012.

 3.2 Caracterizações dos Participantes
Para a realização do Pré-Teste priorizou pessoas com vínculo no ensino básico, ( alunos e ex-alunos), pertencentes à cidade de Sorocaba e cidades vizinhas; caracterizados por atender o critério de acuidade visual: visão normal, baixa visão e cegueira; tendo parte do público da amostra pertencente à Escola Pública da Rede Estadual, cidade de Sorocaba que aceitaram o convite para realização dos estágios na área de deficiência visual e disponibilização para aplicação do questionário.
Dos alunos matriculados na rede (particular e ensino público), selecionou – se os estudantes situados na faixa etária entre 14 a 16 anos. Dentre eles: um cego e um vidente. Os ex-alunos da Educação Básica foram: (02) Professoras da Rede Pública do Estado de São Paulo, ambas videntes (Arte e Português); e (03) Adultos com formação de curso superior (dois videntes e um cego).
Para a escolha dos participantes, preocupou-se com a representatividade do público-alvo e considerando a variável tempo para aplicação e tipificação da amostragem, fez opção por elaborar o questionário; instrumento elaborado passível de aplicação via internet, oferecendo autonomia de resposta a pessoas cegas e não cegas.
O termo, ser adulto e universitário, foi utilizado como indicador classificatório para análise dos dados atendendo a perspectiva de pesquisa transversal.

3.3.  Instrumentos
·        Questionário para a aplicação do Pré-Teste: Elaborado para aplicação a partir da faixa etária de 10 anos pela complexidade dos itens propostos: capacidade de abstração e nível cognitivo.

·                    Observação de campo: aplicado em estágio, com princípios associado à pesquisa etnográfica através de observação em sala de aula de dois estudantes do ensino fundamental ciclo II da rede pública: baixa visão e cego. Nesta observação houve intervenção do meio por introdução de materiais pedagógicos, análise do ambiente escolar sobre acessibilidade, entrevista com mães e profissionais da educação associado ao estágio em acessibilidade.

3.4.  Procedimentos para a coleta e seleção de dados do Pré-Teste
Para a obtenção da coleta das informações de investigação, selecionou como instrumento o questionário, distribuído em 12 questões, de criação própria, possibilitando criações de diferentes formas de perguntas e exploração dos dados.
Predominou questões abertas, restritas a uma lista, com possibilidades de escolhas pessoais e que permitisse respostas curta e direta.
 Segue disposição das questões do Pré-Teste e possibilidades de análises:
Item 01- Qual a importância que as cores tem em sua vida?  Determine um nível de importância de zero a 10.  Possibilitou que a pessoa refletisse sobre a valoração que o estudo da cor influência suas ações no cotidiano.

Item 02- Das cores que você conhece ou já ouviu falar escolha pelo menos 05 das 12 cores da lista e aplique um sentimento a elas, citando motivo: Pretende verificar a capacidade de associação afetiva entre dois estímulos: de um lado estando o pigmento cor e de outro lado, um estímulo que remete a sentimentos. Item este que permite verificar as introjeções estabelecidas de forma personalizada em contextos sociais específicos (época, faixa etária, pertencimento a grupos sociais).

Item 3- Quando você compra roupas tem preferências por cor? Coloque x dentro do parêntese para a alternativa escolhida: Aqui visa verificar se a pessoa possui algum vínculo afetivo com determinada cor e o motivo deste vínculo.  Pensou em associar este item a identificações de traços de personalidade, preferências estéticas, moda e se a cor nomeada possui algum signo ou representação simbólica (tendências, estilos).

Item 4- Qual sentimento ou reação que você relaciona as cores (claro, escuro, incolor, ofusco, fosca, opaca) no total são 06 cores. Busca verificar se a presença de uma cor associada à luminosidade provocam lembranças ou mesmo reação pessoal, verificando se as respostas contem dados de aprendizagem por representação simbólica ou signo.

Item 5- Pense numa cor que não exista e descreva. Pretende verificar a capacidade de flexibilidade da pessoa e possibilidade de criação.

Item 6- Em sua aprendizagem, você já recebeu alguma orientação em que as cores contribuíssem para seus conhecimentos? Visa verificar por inferências o quanto a pessoa recorda da aprendizagem entorno do tema cor oferecido pela Educação Básica e que a mesma possa contribuir de forma significativa para suas ações no cotidiano.

Item 7- Se fosse possível imaginar as cores associado a sabores de alimentos (frutas, legumes, verduras) como você associaria as cores. No total são 09 cores. Sendo apresentados os sabores: azedo, doce, picante, sem sabor. O objetivo é verificar o quanto a pessoa discrimina uma fruta ou sabor ao apresentar uma cor com possibilidades também de associar a cor pelos órgãos do sentido: a gustação.

 Item 8- Se todos os objetos fossem desprovidos de cores que referência você criaria para distingui-los? Este item visa despertar na pessoa o uso do imaginário para que crie mecanismos de identificação dos objetos em condições específicas.

Item 9- Já houve interesse de aprofundar o estudo sobre as cores? Este item permite fazer uma sondagem da curiosidade epistemológica.

Item 10- Olhe este desenho que cores você percebe: Neste item preocupou - se em criar um gráfico circular, pelo aplicativo EXCEL, contendo um número maior de matizes, suficientes para que as pessoas pudessem discriminar as cores partindo de um campo visual sem comprometimento fisiológico.

Item 11- Comentários: Feedback sobre o grau de dificuldade em realizar as questões.

Item 12- Qual sua acuidade visual: Este item permite verificar o grau de conhecimento que a pessoa possui sobre a própria funcionalidade visual.


Forma de aplicação
O questionário foi aplicado individualmente, sendo opcional a assistência. O mesmo foi entregue em 03 formatos atendendo o perfil de visualização dos participantes: impresso folha A4, internet – envio pelo correio eletrônico e pendrive.
 O Prazo de devolução do mesmo variou de 01 a 04 dias, apenas duas pessoas responderam digitalizados (uma enviada por internet e a outra por pendrive). Aos menores de 18 anos, foi feito pedido de autorização aos responsáveis.

3.5.  Procedimentos para a análise de dados
 Para a análise dos dados foi pensado a criação de um questionário, o Pré-Teste, contendo 12 questões que permitisse tabulação por questão de forma individualizada, recebendo posteriormente tratamento pelo método estatístico, permitindo a análise. Priorizou durante a tabulação a frequência do aparecimento de cada evento, sendo escolhido o aplicativo Excel para elaboração das planilhas e visualização dos mesmos.
Para a validação das questões, buscando padronização por agrupamentos de respostas, predominou o nível de mensuração nominal ou qualitativo, que possibilitasse verificar a ocorrência dos eventos. A sequência das questões explorou os aspectos reflexivos, introspectivo do aprendizado e a capacidade criativa de respostas.
Pela disposição dos dados na planilha, pode-se no final, agrupar os dados pela ocorrência das respostas semelhantes, aproximando os dados a padrões de confiabilidade descritiva e ser comparada com a literatura selecionada.
Para a tabulação dos dados foram utilizado três aplicativos do computador: Word (programa de produção de texto); Excel (planilha digital); aplicativo NVDA (softwares de Acessibilidade, programa que realiza leitura de tela).

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Conclui-se que 28% do público da amostragem não consideram a cor como um elemento importante em suas vidas, dentre elas duas cegas. Ao sugerir associação entre o estímulo cor a um sentimento, apenas uma pessoa em condições de cegueira não conseguiu associar sendo que 86% enumeraram com maior frequência a cor azul e a cor branca: a azul foi associada aos sentimentos: calma, algo maravilhoso, a cor do céu e a cor branca associa a pureza, paz, tranquilidade.
As cores verde, amarelo e preto apareceram em 57%.  O verde associa-se à esperança, liberdade e belo. O amarelo à beleza. O preto a luto, seriedade e belo.
 A preferência por cor de roupa aparece em 57% dentre elas em situação de cegueira.
  O item que associa a incidência de luz (claro, escuro e opaco) às reações pessoais, observou-se que uma pessoa cega e uma pessoa vidente não possuem nenhuma reação. Das que reagem aos estímulos 71% associam a cor clara a pureza, paz e tranquilidade; 71% associa a cor escura a algo difícil, elegância, a calor e medo; 57% associa a cor opaca à sujeira, sem vida, pouca cor e insegurança.
A solicitação em imaginar uma cor inexistente, 57% conseguiu imaginar; dentre elas as duas pessoas cegas. Quando questionadas se receberam orientação acadêmica 71% não recordaram de ter recebido orientação acadêmica.
Ao propor imaginar um estímulo cor a um outo estímulo (sabor ou alimento), uma pessoa cega não fez associações, os demais dados foram agrupados por frequência. Numa lista de nove cores (verde, amarelo, azul, branco, preto, violeta, vermelho, marrom, laranja), seis pessoas escolheram em maior proporção a cores verde, amarela, branca, preto e laranja.
A cor verde foi referida ao sabor: azedo, refrescante, amargo e dentre os alimentos imaginou-se a limão e romã. A cor amarela foi associada ao mamão, abacaxi, aos sabores: amargo e a tempero. A cor branca foi associada a algo sem sabor e algo doce. A cor preta foi associada a algo sem sabor, uva e azedo. A cor laranja foi associada aos elementos: laranja, doce, azedo.
Outro grupo de cores referido por 05 pessoas foram: azul, violeta, vermelho e marrom. A cor azul foi associada a algo sem sabor, doce ou algo refrescante. A cor violeta foi associada a doce. A cor vermelha foi associada a doce, azedo, picante, pimenta e vinho. A cor marrom foi referida a doce, amargo e algo ruim.
Ao sugerir a condição de que todos os objetos fossem desprovidos de cor, 43% pensaram em buscar referência na sequência: forma, tato, cheiro e por último pelo peso e sentimento. Dos que interessam aprofundar o estudo foram 29% sendo um deles na situação de deficiência visual. Ao propor um círculo cromático visando à identificação e discriminação das cores, somente 29% não visualizaram nada. Quanto ao grau de reconhecimento do uso de auxiliar óptico que faz uso, apenas uma pessoa desconheceu a finalidade do tipo de correção que o uso dos óculos promove.

Por estes dados conclui-se que as pessoas da amostragem, em sua maioria conseguem fazer analogias entre dois estímulos sendo um deles a cor, possibilitando estabelecer agrupamentos por semelhanças entre as respostas a um dado estímulo, aproximando os resultados a um padrão, facilitando o estabelecimento de uma prévia elaboração da cor como signo de valor comunicativo.

Ao explorar o documento Matriz de Referência para Avaliação (2009) observou-se que não há, até no momento, habilidades que possibilitam inferir, pela Escala de Proficiência adotada no Currículo do Estado de São Paulo, o nível em que os alunos dominam as competências cognitivas associadas o tema cor aos ensinamentos da disciplina Arte. Pode-se inferir que os ensinamentos sobre a cor, em sua maioria é originária da educação informal, sendo a via acadêmica influenciando muito pouco a curiosidade epistemológica.
Pelos referenciais teóricos pode–se inferir que não há até o momento uma única escala padrão que permitisse associar um estimulo cor específico a um objeto que efetivamente considere como uma única possibilidade de signo, ou seja, não há um signo pelo desenho universal.  Os trabalhos de pesquisas encontrados citam-se: a tese de doutorado de Fiori (2008), Mapas para o turismo e a interatividade: proposta teórica e prática; as de Miotto; Almeida e Arruda (2011) sobre a elaboração de mapas táteis feitos pelo IBC, as de Archela e Hervé Théry indicam a necessidade de padronização considerando o perfil do público e os fundamentos dos estudos de cartografia.
Por estes dados, percebe-se a capacidade do público-alvo realizar associações entre o estímulo cor a um objeto, passível de fazer agrupamentos e utilizados em representação simbólica e de utilidade na área da comunicação; porém desprovido do desenho universal.
  Por outro lado, percebe-se o quanto os incentivos emocionais e a criação de novas estratégias de ensino no campo da Tecnologia Assistiva, dentre eles a Audiodescrição podem ser úteis e significativos no desenvolvimento de novas habilidades na construção formação de signo envolvendo a área da comunicação, e sendo passível de aplicação na educação regular do Ensino Básico e em outras áreas do campo científico.

5.  CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esta pesquisa foi significativa com foco na exploração de novas estratégias metodológicas atendendo a área de estudo sobre a cor. Das hipóteses levantadas sobre o reconhecimento conceitual adquirido no campo educacional, observou-se que um grupo representativo não considera a escola um ambiente significativo de aprendizagem nesta área. A minoria que deseja aprofundamento, um deles é cego e justifica o desejo de aprofundamento por motivos de aquisições culturais confirmando a necessidade de aprofundamento na área incentivando o estudo da cor como representação simbólica e de utilidade para o bem-estar e preservação da vida.
O material de consulta teórica foi amplo trazendo inovações metodológicas na área. Cita - se aqui as contribuições das Instituições de Ensino que corroboraram para a execução dos dados e referências de estudo disponibilizadas por links.
Sugere-se ao profissional da educação o estudo sobre a funcionalidade do campo visual, visto que pela literatura apresentada, dentre eles, estudos por Stern, Meltzoff y Borton (1979), observaram que a conservação dos dados na memória depende muito de fatores emocionais e estimulação exterior. Aos 14 anos, espera-se que a aprendizagem da cor seja similar a todos, desde que a pessoa com comprometimento visual possa ter recibo treinamento adequado anterior.

REFERÊNCIAS

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ARCHELA, R. S.; THÉRY, H. Orientação metodológica para construção e leitura de mapas temáticos. Confins, Revista Franco- Brasileira de Geografia. [Online], nº3, 23 juin 2008. Disponível em: URL: < http://confins. revues. org/3483 > .  DOI: 10.4000/confins. 3483. Acesso em 08 dez. 2015.

BARBOSA, S.A. Audiodescrição. Disponível em: < http://olharesem degrau.blogspot. com. br/2015/11/audiodescricao-descricao-falar-em.html> leitura de uma obra de arte por Audiodescrição. Acesso em 29 nov.2015.

------- Sugestão de Links e bibliografia. Disponível em < http://olharesemdegrau .blogspot .com.br/2015/11/sugestao-de-links-e-bibliografia-em.html>. Acesso em 08 dez 2015.

BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Decreto nº 5.296 de 2 de dezembro de 2004.    Brasília, DF.  Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/ Decreto/D5296.htm >.  Acesso em 31 out. 2015.

BRASIL. [Lei Darcy Ribeiro (1996)]. LDB nacional [recurso eletrônico]: Lei de diretrizes e bases da educação nacional: Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. 11.ed. Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2015. (Série legislação; n. 159) Versão PDF. Atualizada até 19/3/2015. Disponível em: < http://www.camara.leg.br/editora>. Acesso em: 31 ago. 2015.

BARROS, Lilian R. Miller. A Cor no Processo Criativo: um estudo sobre a Bahaus e a teoria de Goethe. 4ª. ed. São Paulo: Editora Senac,  2011. 336 p.
Catálogo Nacional de Produtos de Tecnologia Assistiva.  Catálogo virtual. Disponível em: < http://www.assistiva .mct.gov.br/catalogo/ identificador-de-cores-falante>. Acesso em 08 nov. 2015.

COTTIN, M.; FARÍA, R. O livro Negro das Cores. 1ªed., 3ª reimpressão. Rio de Janeiro: ed. Pallas, 2013.  28 p.

FIORI, S. R. Mapas para o turismo e a interatividade: proposta teórica e prática. Tese (Doutorado em 2008?). São Paulo, nº 23, 193 p.

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 VIÑAS, P. G.; REY, E. R.; ONCE (Org). Educación Inclusiva: Discapacidad Visual -  Anatomía y Fisiología ocular. Livro publicado pela ONCE. “La sordoceguera. Um análisis multidisciplinar”. España, Madrid IRC. S.L, Módulo 1, 2003, 498p.  Disponível em: < http://www.ite.educacion.es/forma cion/materiales/129/ cd/pdf/m1_dv.pdf >. Acesso em 23 out. 2015.

MARTÍN, M. B.; SALVADOR T. B.. Deficiência Visual Aspectos psicoevolutivos e educativos. São Paulo: ed. Livraria Santos Ltda., 2003. 498p.

MANZINI, E.  J. ; ALBUQUERQUE, D. I. P. Texto formato e-book UNESP, adaptado ao tema - Introdução ao Tema Tecnologia Assistiva. São Paulo: UNESP, 201-,  Disponível em: < http://edutec. Unesp.br/ images/stories/redefor2-ee-ei/1ed-ee-ei/1ed-ee-ei-D13/arquivos-ee-dv/1ed-r-ee-dv-text01-D13/index.html > Acesso em: 13 set. 2015.

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MEC. Ministério da Educação. Revista Benjamin Constant. MIOTTO, A. C. F.; ALMEIDA, D. C. S.; ARRUDA, L. M. S., In Relato - Prática de Ensino em Geografia no contexto do curso de qualificação de professores na área da deficiência visual. Rio de Janeiro v. 17, nº 48, Abr. 2011. 40p.

MEC./SEESP. ARANHA, M. S. F.( Org.) Educação Inclusiva: a escola. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, v. 3, 2004. 26p. Disponível em: < http://portal .mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aescola.pdf >. Acesso em: 08 dez. 2015.

MEC. M. E. Secretaria da Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília, D. F. 07 jan. 2008. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf.> Acesso 28 nov. 2015.
MINISTERIO DE EDUCACÍON. Instituto de Tecnologías Educativas. Formacíon em Red  EDUCACIÓN  INCLUSIVA. DISCAPACIDAD VISUAL.: Desarrollo Evolutivo. ONCE.  Serviços especializados. Módulo 3, Disponível em: < http://www.once.es/new /servicios-especializados-en-discapacidad-visual/educacion > Acesso em: 08 nov.2015.

RAMBAUSKE, Ana Maria. Teoria da Cor: Decoração e Design de Interiores, 1ªParte. (20--, 139 p.). Disponível em: < http://www.iar.unicamp.br/lab/luz /ld/Cor/ teoria-da-cor.pdf  > Acesso em: 07 set. 2014.

SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo do Estado de São Paulo: Ciências da Natureza e suas Tecnologias. São Paulo, 2011, p. 20-22. Disponível em:< http://www.educacao.sp.gov.br/a2sitebox/arquivos/documentos/235.pdf> Acesso em: 07 set. 2014.
  
SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Matrizes de referência para a avaliação Saresp: documento básico/ Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini, São Paulo: SEE, 2009. 174p. v.1 ISBN: 978- 85- 7849- 374- 5. Disponível em: < http://file. fde.sp.gov.br/saresp/saresp2015/Arquivos/MATRIZ_ REFERENCIA_ SARESP.  pdf  >. Acesso em 25 out. 2015.

UOL. Jovem de 15 anos cria aparelho que ajuda cegos a identificarem cores. Vídeo. Acesso em: Do UOL em São Paulo. Matéria 31 jul.2014. Disponível em:< http://w ww1.folha.uol.com.br/folhinha/2015/06/1645370-criancas-cegas-escolhem-cores-pelo-olfato-e-fazem-exposicao-na-jordania.shtml  > Autorizado divulgação em 01/09/2015.

WAGGONER, Dr. T. L.  PseudoIsochromatic Plate (PIP) Color Vision Test 24Plate Edition. Disponível em: < http://colorvisiontesting.com/ishihara.htm#fourth%20tes t%20plate >.  Acesso em: 16 out. 2015.


Anexos
Teste

ANEXO 01.

Questionário
UNESP - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
Nead – Pré-teste                         Por Simone de Araujo Barbosa
UNESP- REDEFOR: Pré-teste
Cursanda: Simone de Araujo Barbosa

Estas questões fazem parte de um pré-teste, suas respostas irá contribuir para desenvolver uma pesquisa na área.

No total são 11 questões. Procure responder em menor tempo possível.

Data da aplicação:________________________________

Entrevistado:
Nome   ___________________________Idade:_________ Sexo:_________________

1-Qual a importância que as cores tem em sua vida?  Determine um nível de importância de zero a 10
(  ) 0 a 3    ( ) 4 a 6      (   ) 6 a 8     (   ) 9 a 10

2- Das cores que você conhece ou já ouviu falar escolha pelo menos 05 das 12 cores da lista e aplique um sentimento a elas, citando motivo:
cores
Sentimentos
(belo, feio, repulsa, acolhedor, outros )
motivo
1 verde


2 amarelo


3 azul


4 branco


5 preto


6 violeta


7 vermelho


8 marrom


9 laranja


10 prata


11 bronze


12 ouro



3- Quando você compra roupas tem preferências por cor? Coloque x dentro do parêntese para a alternativa escolhida:
(   ) sim    (  )não    
Se sim, Qual seria a cor?  ____________________________               
Motivo______________________




4- Qual sentimento ou reação que você relaciona as cores, no total são 06 cores:
Cor
Reação/ sentimentos
1 clara

2- escura

3- Incolor/ transparente

4-ofusco

5-fosca

6-opaca


5-Pense numa cor que não exista e descreva:____________

6- Em sua aprendizagem, você já recebeu alguma orientação em que as cores contribuíssem para seus conhecimentos? Coloque x dentro do parêntese para a alternativa escolhida.
   (   ) não       (   ) sim  
Caso seja sim, descreva_______________________________________________________________

7- Se fosse possível imaginar as cores associado a sabores de alimentos ( frutas, legumes, verduras) como você associaria as cores. No total são 9 cores:
cores
Sabores(azedo,doce, picante,sem sabor)
motivo
1-verde


2-amarelo


3-azul


4-branco


5-preto


6-violeta


7-vermelho


8-marrom


9-laranja



8- Se todos os objetos fossem desprovidos de cores que referência você criaria para distingui-los?
9- Já houve interesse de aprofundar o estudo sobre as cores? (  )sim      (  ) não ,   Se sim, em qual estudo?

10- Olhe este desenho que cores você percebe:

Todas (    )        Apenas (   )          Nenhuma(   )
Neste local no original tem um gráfico - Modelo de Pizza - Realizado no Excel.  Posteriormente edito.

11-Comentário
Grau de dificuldade das questões (de 01 muito fácil, 2 fácil ,  3  difícil ,04 muito difícil)
3, difícil. 
G. de dificuldade
Muito fácil
fácil
difícil
Muito difícil
1




2




3




4




5




6




7




8




9




10





12- Qual sua acuidade visual: (   ) não usa óculos, 
 (   ) usa óculos/ lente   grau ------  Tipo de correção____________
 (   ) baixa visão          (    ) cego                              Tempo de realização:

Observação: os espaços estão diferentes do texto original.
Maiores informações:
Simone de Araujo Barbosa.  E-mail: 
simonearab@yahoo.com.br
simonearaujob@gmail.com
simonedeabarbosa@gmail.com 
Comissão organizadora da UNESP - Coordenadora Vera Capellini. e-mail vlmfcapellini@gmail.com
Editado em 28/02/2016. Por Simone de Araujo Barbosa, 13:35.





















  


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